A vida é feita de passar por poucas e boas. Atravessar labirintos de conceitos. Amar sem pedir permissão. É de meditar. Somos carregados e sobrecarregados pelos fatos. E, vez ou outra, desponta a vontade, o desejo e aí nos entregamos de vez. Aprovamos, desapontamos, tentamos até que não haja mais sorte.
Só que amor não se pede. Amor é a mais plena forma de liberdade. Não se prende a brigas, a desaforos, à fofoca, à vida dos outros e a promessas vãs. É tipo um eterno ir para casa carregando algo no peito. E os amores que deixamos pelo caminho são tão preciosos como uma música que nos impele a viver ainda mais. É como colecionar filmes com as melhores cenas, conflitos e clímaxes. A melhor luta de light saber e a melhor cena de entrega e tesão, estilo cinema italiano das antigas. É um eterno Casablanca da expressão de amor eterno que a vida nos é capaz de oferecer e de deixar ir embora.
E se sempre teremos Paris, teremos também as lembranças. Elas provam que estivemos lá. Estivemos por aqui. Passamos por essa vida de sei-lá-que-tanto-mistério. Desfrutamos do gosto de um beijo de verdade, de um beijo só seu. Eu já disse isso uma vez e nunca foi tão verdadeiro.
Merecemos, afinal de contas lutamos para o amor acontecer. Para que aqueles olhos azuis mais lindos do bar pudessem nos olhar com carinho. Abraçamos um sem números de vezes em busca de um beijo e de aprovações das mais diversas formas. E reservamos o melhor espaço para ela, o melhor lugar do mundo em nossos braços.
Nesse sentido, sou privilegiado: vivi mais amores que talvez merecesse. Assim quis o mundo e me permitiu minha vontade. Comecei com amor adolescente que jamais cresceu e perdi em sonhos. Segui com uma paixão avassaladora e companheira feita de desejo e cuidado. Passei também pela maior amizade, parceria certa que poderia encontrar em uma grande mulher que se dizia pequena.
E nesse meio de caminho também conheci uma perfeição em corpo de mulher feita dos tais olhos azuis à qual entreguei meu beijo, meus dias, meus melhores abraços. Só neguei minha música, um som do Chico que ainda guardo pra mim. Ela tinha uma menina pela qual me apaixonei de um jeito paternal que jamais imaginei viver tão intensamente, uma menina que preenchia a sala, a casa e o parque com presença feita de luz e alegria de viver. Acredito que até hoje elas não saibam o que passou, atravessou a casa e jamais voltou sem dizer um porquê. Afinal, o amor é mesmo a mais plena forma de liberdade.
Enfim, amei como poucos são privilegiados. Como num blues antigo enfrentei todas as vicissitudes que acompanham estes dias pelos quais sou grato. E no compasso de uma bateria de batidas de coração, segui para sempre meus dias.
Hoje estou no meio deles, meus dias, e vejo muito à frente. Por quê? Pelo simples fato de que aqueles que amam de verdade merecer viver amores ainda maiores. Beijar belas mulheres e entregá-las seus braços, abraços, beijos e canções. Ser por inteiro o presente de se fazer em homem apenas para o olhar intenso dela, só dela. Fazer de seus dias compartilhados um filme sobre como as nuvens passam para assistir em ritmo de bossa de Dindi. Tudo muito, cheio de novos beijos só nossos e sonhos de perfeita liberdade. Perfeita liberdade de amar em dupla até que sejamos plenos.

Sensacional! Parabéns mesmo! Q texto senhoras e senhores, q texto! haha
Opa! valeu, DJ! eu to aqui pra isso… =)
O texto é lindo!! Parabéns….
Obrigado, Aurea! Valeu por passar por aqui e comentar.
Lindo!! Muito lindo!
“aqueles que amam de verdade merecer viver amores ainda maiores”
Concordo em gênero e número!
Valeu, Jana! Obrigado
Uau! Lindas palavras e conclusões….!
Obrigado, Kelly.
Amor, amor, amor… Sempre vivemos atrás dele ou de quem a gente espera que nos retribua o amor. Quando não o achamos nos divertimos com as pessoas erradas que estão disponíveis no momento exato que precisamos, ou não. Amar dói sim, e muito. E mesmo que o Renato diga “se o amor é verdadeiro não exista sofrimento”, não pense assim, pois ele estava errado. Quem já amou sabe e quem amará, que seja uma vez na vida, vai sofrer. Admitindo ou não, sendo pouco ou bastante, vai machucar, vai doer, vai sofrer e vai chorar.
Lendo o texto eu pensei em mim e o quanto eu amo. Amo muito e sempre dói.
Parabéns mais uma vez Belão.
“Afinal, o amor é mesmo a mais plena forma de liberdade.” Adorei! Eu, em pleno início de faculdade, já me identifiquei demais com tudo o que você escreveu. Lindo demais!
Obrigado, Isabella… Continue lendo e comentando…
E, por acaso, descobri seu blog. Uma perfeita sincronia de ideias fazem dele uma autenticidade sem igual. Meu sincero parabéns, professor Belão.
Obrigado, juliana! fico Feliz comentários como esse. É da autenticidade que nasce a literatura. =)