My body, The body, Stand by me

 
Enfim, vida é um saco sem festa e festa é um saco sem vida. E, sei que é lugar comum falar isso, mas segunda-feira é o pior dia: sem sol, o café geralmente está fraco e frio e não tem quem entenda bem as coisas. Aliás, o domingo também não é mais a mesma coisa e correr até se pratica, mas sem ter onde chegar. Então, deixa o carnaval pra lá. Samba não é pagode, choro não é lágrima e cerveja não é isotônico mesmo.
Desculpem, pessoal, hoje é melhor eu não falar com ninguém e juro que vou tentar evitar os seres humanos ao meu redor.
Já é o segundo dia em que esse delicado e gentil mau humor de cavalo galopante se manifesta. Conseqüências do domingo, afirmam os desavisados. Não discuto, e olha que não é por falta de argumentos, mas por férias da vontade. O melhor a fazer é ignorar que o tempo pode trazer algo realmente concreto e mandar para longe a vontade de quando tudo parece muito pouco. Eu não sei de vocês, mas é o que eu faço. E, no fundo sei que um dia a paixão pela vida e a vontade viver de verdade voltam. Por hora, permaneço em stand by de mim mesmo, mas diferente do livro do Stephen King. Olho para o nada e não penso. Fecho a freqüência que me leva a outra dimensão e o que mais vejo e escuto é o não. Porém, não desisto e, para aqueles que esperam um pouco de otimismo de um sujeito melancólico que não dorme há dois dias, aí vai:
“As folhas secas sempre quebram quando o passo é forte.”
Tito disse, tenho dito.
 

Sobre Belão

Escritor, Professor e Publicitário. Não necessariamente nessa ordem. "Ele soava como um delírio de uma mente cansada da banalidade do segunda-à-sexta. Parecia daqueles que desfilam descuidados pelas ruas, sem se deixar afetar por nada ou ninguém. Com estilo próprio por excelência de consciência e com personalidade mais do que confusa pela falta de linearidade de todas suas idéias, pensamentos, ironias, citações e crises apocalípticas de descontentamento pelo mínimo que o existir exige."
Esse post foi publicado em Não categorizado. Bookmark o link permanente.

2 respostas para My body, The body, Stand by me

  1. Flavia disse:

    olha só, eu sei que apesar de tita e de melisso não somos a mesma pessoa. nem sei de você, mal sei de mim, o que dirá de um nós. nós somos isso, nós somos aquilo, não convence ninguém mesmo.
    mas sabe que lendo isso e sentindo essa coisa latente, essa tristeza imensurável que de repente domina as suas letrinhas, puxa… melisso, você me faz pensar em querer ser mais tita e entender de onde é que sai a sua força. porque se a tristeza é latente, a força é manifesta. está presente em cada uma das suas vírgulas, dos pontos finais. sem reticências.
    eu gosto disso, dessa falta de reticências, dessa fala marcada pela vontade de ser algo sonhado um dia. de ser mais leve, mais branco e mais fluido, menos estático. de ser assim e, apenas, assim.
    então me dá inveja dessa cabeça sua erguida apesar de tudo, que me faz pensar que a vida é esse eterno vai e vem da paixão pela vida e da vontade de viver.
    que assim seja, então.
    hoje e para sempre.

  2. Felipe disse:

    Quero registrar que esse foi o melhor comentário que esse blog já viu em seus quase 3 anos de existência.
    Obrigado, Tita, Flávia e Melissa.
     

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s