Mistério sob letras III

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Chega de primeira pessoa. Essa é minha afirmação e pedido para as próximas cartas. O negócio agora é falar de perto. Falar como quem canta ao coração. E, falo isso, partindo do princípio que posso corrigir minha aparente “falta de tato” retratada em outras cartas.
 
Gostaria de deixar claro que esse jamais foi meu intuito e, se algo pareceu passar despercebido por mim, devo afirmar que a atenção eu tenho, só que a reservo para meus momentos de certeza. Momentos esses em que eu de fato sei onde está o chão e, até que altura, elevam-se as nuvens.
 
A ilusão que montamos com letras e encantos de palavras pode, naturalmente, decorrer de um sonho mais intenso e palpável vivido aos olhos de julgamentos alheios. Porém, como saber ao certo se até agora se conjeturou e jogou mais do que de fato se viveu. As peças se encaixam no tabuleiro, mas não há marcas ou nomes nas casas. Temos rei e rainha e uma série de peões afoitos sedentos por mais informações. Por que negar-lhes o que pedem se é ao jogador que servem?
 
Claro, o próximo e o seguinte movimentos são só seus. Todos são, se pensarmos direito. Não há espaço amplo para um descarte meu, pois apenas me restam seus mistérios e suas armadilhas de “eu sinto e ele não”. Como quebrar a falta de lógica dessas letras atemporais? É simples: palavras mais claras. Menos deixar a entender. Mais sentimento escancarado para meu lado da janela.
 
Nomes, podemos deixá-los para lá. Não seria elegante e eles não se sentiriam a vontade em nosso tabuleiro. São fonemas desenhados sobre escrituras e datas e que pouco fazem sentido quando se escrevem em sentimentos do que não se sabe ainda.
 
Agora, as ações vividas e proseadas em nossos textos loucos, isso sim seria interessante. Porém, não há pressão. Apenas a sede de quem joga de peito aberto e com as mãos atentas nas teclas e o coração grudado no brilho do monitor. Pense, desfrute, pois acabou de conquistar minha atenção integral e um espaço de três textos nessa página.
 
Privilégio, alguns diriam.
Eu apenas afirmo: justiça às letras e ao mistério.
 

 

 

Sobre Belão

Escritor, Professor e Publicitário. Não necessariamente nessa ordem. "Ele soava como um delírio de uma mente cansada da banalidade do segunda-à-sexta. Parecia daqueles que desfilam descuidados pelas ruas, sem se deixar afetar por nada ou ninguém. Com estilo próprio por excelência de consciência e com personalidade mais do que confusa pela falta de linearidade de todas suas idéias, pensamentos, ironias, citações e crises apocalípticas de descontentamento pelo mínimo que o existir exige."
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Uma resposta para Mistério sob letras III

  1. Marcos Alfred disse:

    Se curiosidade matasse……….Muito bom!Abraço, meu chapa!

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