Diários da intensidade

Novo lançamento do meu livro, Vitrine de Sonhos, pela Editora Inverso, será na sexta, dia 10/12/2010, às 19 horas na FNAC do Park Shopping Barigui, em Curitiba. Entrada é franca. Conto com a presença de todos que passam por aqui acompanhar estas letras. Confirme presença pelo facebook clicando aqui.

O vencedor do sorteio do livro pelo twitter é o participante 49 de 83 ao todo: @lucaslumi

 

De uma hora para outra, meu blog virou uma estação virtual de perscrutadores de palavras íntimas. Eu não acreditava que publicar um livro pudesse de alguma forma mudar as coisas e virar uma mesa literária. Porém, o fato é que recebi vários e-mails e mensagens de pessoas me falando do livro e o único problema – vou confessar para vocês – é que não me lembro de grande parte dele.
Para quem gosta de histórias sobre livros e obras, a minha é a seguinte: foi o resultado ficcional de uma imersão em letras, construções frasais e palavras suspiradas e que durou 21 dias.
Sim! Em 21 dias de muito café, muitas coisas na cabeça foi que, de forma desordenada e descabelada, escrevi tudo. Os dois últimos capítulos, lembro bem, pois escrevi já em Curitiba, no planeta Terra. E isso aconteceu nos dois últimos dias de letras no papel. E o livro não tinha fim até que um parágrafo me veio à cabeça. Foi o jeito de o meu inconsciente dizer: esta obra chegou ao fim e que venham as próximas.
E o mais doido de tudo é que agora tem gente lendo aquele negócio todo que eu não lembro direito de ter escrito. Eu até tentei ler, mas minha vontade de arrumar defeitos, aparar arestas e mudar idéias já impressas em vida foi grande demais. Minha vontade era a de riscar muitas coisas. Então, acho melhor ir recordando aos poucos, conforme as pessoas me lembram do que aconteceu em páginas, dos personagens e das pessoas que passaram pela minha vida, pelo meu papel em branco.
Então, eu vou dando um jeito de ser misterioso enquanto as pessoas me perguntam: tal pessoa existiu? Você é o Tito, certo? Quem é a Maria Eduarda? O Ulisses?
Bom, eu digo também uma verdade absoluta a respeito do livro todo: minha Vitrine de Sonhos é uma mistura de coisas. Vivi muito daquilo. O Nene, por exemplo existiu do jeito dele, mas a maior parte é mistura de ficção com pouquíssima realidade ou jeito de dizer ou ver as coisas. O Tito das páginas já existiu, de uma forma ainda mais ficcional, em uma atmosfera etérea de juventude que aos poucos se foi.
E, de uma hora para a outra, eu percebi que ser sincero qual músico que compõe em canção o que sente em vida, vale a pena. Minha ficção, minha vida e minhas mentiras literárias são todas sinceras e com toda a intensidade de um diário que conta sobre uma vida que jamais existiu.
E, hoje, desafio: leia e sonhe também. Afinal, meu caro Mundo, a obra é sua.

iários da intensidade

Novo lançamento do meu livro, Vitrine de Sonhos, pela Editora Inverso, será na sexta, dia 10/12/2010, às 19 horas na FNAC do Park Shopping Barigui, em Curitiba. Entrada é franca. Conto com a presença de todos que passam por aqui acompanhar estas letras. Confirme presença pelo facebook clicando aqui.

De uma hora para outra, meu blog virou uma estação virtual de perscrutadores de palavras íntimas. Eu não acreditava que publicar um livro pudesse de alguma forma mudar as coisas e virar uma mesa literária. Porém, o fato é que recebi vários e-mails e mensagens de pessoas me falando do livro e o único problema – vou confessar para vocês – é que não me lembro de grande parte dele.

Para quem gosta de histórias sobre livros e obras, a minha é a seguinte: foi o resultado ficcional de uma imersão em letras, construções frasais e palavras suspiradas e que durou 21 dias.

Sim! Em 21 dias de muito café, muitas coisas na cabeça foi que, de forma desordenada e descabelada, escrevi tudo. Os dois últimos capítulos, lembro bem, pois escrevi já em Curitiba, no planeta Terra. E isso aconteceu nos dois últimos dias de letras no papel. E o livro não tinha fim até que um parágrafo me veio à cabeça. Foi o jeito de o meu inconsciente dizer: esta obra chegou ao fim e que venham as próximas.

E o mais doido de tudo é que agora tem gente lendo aquele negócio todo que eu não lembro direito de ter escrito. Eu até tentei ler, mas minha vontade de arrumar defeitos, aparar arestas e mudar idéias já impressas em vida foi grande demais. Minha vontade era a de riscar muitas coisas. Então, acho melhor ir recordando aos poucos, conforme as pessoas me lembram do que aconteceu em páginas, dos personagens e das pessoas que passaram pela minha vida, pelo meu papel em branco.

Então, eu vou dando um jeito de ser misterioso enquanto as pessoas me perguntam: tal pessoa existiu? Você é o Tito, certo? Quem é a Maria Eduarda? O Ulisses?

Bom, eu digo também uma verdade absoluta a respeito do livro todo: minha Vitrine de Sonhos é uma mistura de coisas. Vivi muito daquilo. O Nene, por exemplo existiu do jeito dele, mas a maior parte é mistura de ficção com pouquíssima realidade ou jeito de dizer ou ver as coisas. O Tito das páginas já existiu, de uma forma ainda mais ficcional, em uma atmosfera etérea de juventude que aos poucos se foi.

E, de uma hora para a outra, eu percebi que ser sincero qual músico que compõe em canção o que sente em vida, vale a pena. Minha ficção, minha vida e minhas mentiras literárias são todas sinceras e com toda a intensidade de um diário que conta sobre uma vida que jamais existiu.

E, hoje, desafio: leia e sonhe comigo. Afinal, meu caro Mundo, a obra é sua.

Sobre Belão

Escritor, Professor e Publicitário. Não necessariamente nessa ordem. "Ele soava como um delírio de uma mente cansada da banalidade do segunda-à-sexta. Parecia daqueles que desfilam descuidados pelas ruas, sem se deixar afetar por nada ou ninguém. Com estilo próprio por excelência de consciência e com personalidade mais do que confusa pela falta de linearidade de todas suas idéias, pensamentos, ironias, citações e crises apocalípticas de descontentamento pelo mínimo que o existir exige."
Esse post foi publicado em amor, declarações, dream, ficção, FNAC, infância, intensidade, livro, livro do Belão, Love, paixão, Vitrine de Sonhos, viver, words. Bookmark o link permanente.

8 respostas para Diários da intensidade

  1. Rafa Coradin disse:

    Fe,
    Para os que me perguntaram se a Maria Eduarda foi uma paixão sua a resposta foi padrão: tem quer ler por trás das letras pra descobrir. A resposta está nas entrelinhas. Rá!
    Foi a primeira vez que eu li um livro de alguém que eu conhecia, e eu adorei fazer e desfazer os nós da mistura ficção/realidade que eu fiz na minha cabeça. É uma delícia desvendar o autor e o personagem dentro da mente do amigo. Adorei a experiência.
    Valeu o tirocínio.
    Meu trecho favorito:
    “Amigos são aquelas pessoas que falam quando já não temos mais assuntos.”
    Obrigada por ter sempre palavras pra mim!
    Você é um sucesso e eu tenho muito orgulho disso!

  2. Belão disse:

    Valeu, Rafa, por estar sempre presente e acreditando.
    Mesmo quando eu publicava lá antigamente coisas no blog, vc sempre lendo e botando fé.
    Eu agradeço e espero você e o Elcinho na Fnac!
    Bjos

  3. Angela Hortencia Weber disse:

    Profe,

    Muito bom o momento na Quintana e parabéns, mais uma vez, pelo lançamento.

    Queria saber como faço para ter a foto daquele dia :DDD
    Quero guardar de lembrança.

    Bjo!

  4. Belão disse:

    Opa… tem no site da editora inverso.
    Só que lá não estão todas as fotos. Em breve pego todas e posto no facebook ou mando por e-mail.
    Valeu pelo comentário e pelo parabéns!
    Fiquei muito feliz com todos que foram lá!
    =)

  5. João disse:

    Eu acretiva que ia ganhar… pô!
    kkkkkk

  6. Nadia disse:

    Não foi dessa vez beloneeeees! faz + um sorteio

  7. cath disse:

    Este texto é especial, acho que todos que leram seu livro (como eu) pensavam que Ulisses, Maria Eduarda, o cara “Bizarro” do estacionamento, realmente existiam, e que você era (foi) e pode ter um pouco de Tito Tassus. A essência encontrada em seu livro, é a mesma em todos os seus textos, digo porque já li grande parte deles; é incrível conhecer um escritor, ver suas fotos, saber o que ele faz e interpretar como um todo sua obra, claro que não profundamente, acho que nem sua mãe pode fazê-lo. Você é um grande escritor novato Felipe, nunca escrevi grandes textos mas já li muitas coisas na minha breve existência como leitora, rs; seus textos são exatamente o que eu gosto de ler. Beijos (=

  8. Belão disse:

    Cath,
    esse comentário valeu minha semana.
    Têm dias que a gente esquece quem a gente é, de que letras somos feitos… e você veio com poucas palavras e me lembrou.
    Fico muito feliz. Escrever é um ofício para mim, um compartilhar com o mundo. Não existe função se as pessoas não forem capazes de encontrar as palavras. É só assim que meu caminho estabelece seu curso.
    Obrigado mesmo. Fez muita diferença para mim.

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