Uma carta sobre depois da faculdade

(foto ilustrativa com o recém-formado Cristhian)

Curitiba, 18 de fevereiro de qualquer ano de nossas vidas.

Sem destinatário específico (um “para todos” moderno),

Acho bom você ler meu livro. Eu escrevi passando por esse mesmo vazio avassalador. Eu não sabia para onde caminhar, como seguir minha vida diante de tanto que parecia obstáculo e derrota. Acredito que tudo é teste vocacional, no entanto. Deus, o universo, sabe mexer com a gente na hora certa. E, na medida em que carregamos no peito este temos de não sermos mais intensos, de não possuirmos mais a mesma vontade, esse medo de nos acomodarmos… na medida em que conservamos esse medo todo despertamos para o mundo de agora.
Calma que eu explico: se temos medo, é sinal que temos uma vontade, um querer, sonhos de meninos e planos de gente grande. Então, nosso medo nos serve de empurrão para não ficarmos aqui e sim caminharmos para o que está à frente. Não é simples. Dá trabalho. É solitário. Ainda assim, sempre temos com quem contar. Temos bons amigos, uma família do amor incondicional, um lugar secreto que a gente chama de nosso – seja ele seu quarto, sua casa ou uma árvore para sentar à sombra. Apoie-se na simplicidade dessas coisas que nos carregam pelos braços pelos dias de nossa rotina. E, se é que posso aconselhar, não pare de aprender, estudar, fazer cursos, viajar, trabalhar e, com o que for aprendido, faça novos planos e que sejam ainda maiores. Tome decisões sempre pensando em fazer mais, como se o mundo não fosse o bastante. Se o vazio que vem junto com um tropeço te segurar o calcanhar, chute a cara e levante. Olhe ao redor e se perceba. Como escreveu o Eddie Vedder, todos os seus destinos irão aceitá-la do jeito que você é, para que você possa respirar. É o caminho de uma vida e a gente muda de estrada e faz curvas o tempo inteiro. Não pare nem desanime. Você não está sozinha. O sonho apenas começou.

Beijo,

Tito Tassus

personagem do livro Vitrine de Sonhos

Sobre Belão

Escritor, Professor e Publicitário. Não necessariamente nessa ordem. "Ele soava como um delírio de uma mente cansada da banalidade do segunda-à-sexta. Parecia daqueles que desfilam descuidados pelas ruas, sem se deixar afetar por nada ou ninguém. Com estilo próprio por excelência de consciência e com personalidade mais do que confusa pela falta de linearidade de todas suas idéias, pensamentos, ironias, citações e crises apocalípticas de descontentamento pelo mínimo que o existir exige."
Esse post foi publicado em declarações, dream, intensidade, livro, livro do Belão, paixão, publicidade, tempo, Tito Tassus, Vitrine de Sonhos, viver, words. Bookmark o link permanente.

5 respostas para Uma carta sobre depois da faculdade

  1. Marina disse:

    conheço isso =D
    obrigada Belão =)

  2. Flávia Cruz disse:

    Linda carta, Belão! Obrigada, mais uma vez, pelas palavras pronunciadas nos momentos mais oportunos. Continue sempre assim, pois assim como eu, cada vez mais pessoas passarão a admirá-lo, como pessoa, como amigo, como professor.

  3. Belão disse:

    Marina, to aqui pra isso.

    Flávia, obrigado pelo carinho sempre. E sempre pode contar também!

  4. Angela Hortencia Weber disse:

    Posso me ater na foto? Quero uma igual hahaha

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