Sinestesias Soltas

Don’t the sun look angry through the trees
Don’t the trees look like crucified thieves
Don’t you feel like Desperados under the eaves
Heaven help the one who leaves
Warren Zevon 

Ao primeiro respirar do dia, eu já sabia. “O dia promete” – sopraram em meu ouvido. E parti pra briga, luta, querela do único jeito certo: destemido como um Jedi. Então, encontrei novamente um sujeito que eu não via há tempos, encontrei-me entre as horas e minutos do dia. Descobri e relembrei as palavras de um post-it velho no teto da minha cama. O mundo ajuda quem não fica parado, meu povo.

Nas piores, nessas horas que aparentemente se dissipam, o importante de sonhar é saber que tem gente que gosta da gente. O resto é resto que se resolve. Afinal, estamos nessa vida para isso: viver plenamente a intensidade do presente. Pro bem ou pro mal. A tristeza é tipo bater o dedinho do pé na quina da mesa, quando a dor passa é tão bom. Ainda assim, vai saber… saudade é uma coisa estranha de sentir, oxalá de cada vez mais amores – verdadeiro símbolo de que se viveu. E o um interpreta como quiser a sua e a do outro. Num silêncio, numa mensagem. A sinestesia só serve se for respeitada a alma de cada protagonista.

Pesar as coisas e pensar consigo mesmo no caminho a ser seguido, é a melhor coisa. Sigo solidão. Minha própria plenitude de I-am-working-on-it. Profundidade só pra quem está disposto a se molhar mergulhando. E, por essas, espalho meus pensamentos, minhas sinestesias soltas e meus caminhos tortos por esse mundo em que estou disposto a realizar junto. Até os passos se encontrarem, não nos obrigamos e no “chega” ou no complexo “não, não, não. deu pra mim” encontramos a liberdade definitiva. Sem culpas, só a busca de si mesmo. É uma questão de tempo. Espero que por águas inquietas. Não existe história feita só de dias de sol. Assumo o leme até o inexistente fim.

O destino escolhe e padece nos próprios erros de viver com base nos meus sonhos de brilhos no olhar.

Sobre Belão

Escritor, Professor e Publicitário. Não necessariamente nessa ordem. "Ele soava como um delírio de uma mente cansada da banalidade do segunda-à-sexta. Parecia daqueles que desfilam descuidados pelas ruas, sem se deixar afetar por nada ou ninguém. Com estilo próprio por excelência de consciência e com personalidade mais do que confusa pela falta de linearidade de todas suas idéias, pensamentos, ironias, citações e crises apocalípticas de descontentamento pelo mínimo que o existir exige."
Esse post foi publicado em tempo, tudo brincadeira, viver. Bookmark o link permanente.

28 respostas para Sinestesias Soltas

  1. Anônimo disse:

    “o resto é resto que se resolve”.

  2. Silvia disse:

    adorei as palavras!! beijo

  3. Belão disse:

    Seu anônimo, muito tks!
    Silvia, cliente fiel do blog, meu carinho!

  4. Tati Pereira disse:

    “Não existe história feita só de dias de sol”, muito bom o texto dindo! beijo

  5. Belão disse:

    Valeu, Tati! obrigado por passar por aqui. Beijos!

  6. Jessyka Ramona disse:

    É como sentir a vida na pele, no cheiro, enfim; adoro esses teus textos loucos, são os mais sinceros. Gostei da foto tbm, difícil imaginar o prof belão tão descontraído, haha. Ótimo prof!! (=

  7. Ariana disse:

    Texto digno da correria diária e de quem não desiste de lutar.
    Mto bom!

  8. Anna Paula disse:

    “Sem culpas, só a busca de si mesmo.” é mais ou menos por aí…

    Já falei que adoro aqui?
    😉

  9. Ale disse:

    opa… vejo raios de sol no horizonte… rssss

    Abraço

  10. Tali disse:

    Como sempre, um texto bem sentimental! Muito bom! =D

  11. Belão disse:

    Jessyka, eu sou descontraído.. heheheh. Obrigado por sempre passar e comentar. Fico muito feliz. É um texto com cheiros, gostos e sons.

    Ariana, valeu! A luta continua!

    Anna, pode repetir sempre que adora aqui! hehehe =))))

    Ale, são raios de sol sim… novos horizontes também.

    Obrigado, Tali. É sentimental, pq não escrevo sem sentir de verdade. Obrigado por sempre passar por aqui também!

    Beijos!

  12. Lari disse:

    And there you are!
    O bom da vida é que tudo muda constantemente, que não existe verdade absoluta e mal que nunca acabe. Saber que a dor existe é bom, aceitá-la é parte do amadurecimento, deixá-la ir embora é consequência do aprendizado. E então o sol vem de novo, o morninho dos sorrisos espontâneos volta e o vento canta mais afinado. 😉
    Bom te ver evoluindo no seu tempo.
    Beijo!

  13. Belão disse:

    Valeu, Lari! Viemos pra essa terra pra isso
    😉
    Beijos!

  14. Cris disse:

    É um dos seus textos que mais gostei! E melhor que alcançar a sinestesia é saber sentir o que ela proporciona e talvez quem consiga é “quem está disposto a se molhar mergulhando.” Muito bom o texto!

  15. Vanessa disse:

    Cada dia que passa
    cada texto que eu leio
    me surpreende mais e mais

    até o proximo texto

  16. Belão disse:

    Obrigado, Cris! Fico feliz com o comentário.

    Vanessa! obrigado mesmo! até o próximo!

    Beijos

  17. Andressa Gomes disse:

    Texto bonito Prof.
    Viver intensamente o presente, acertando errando, enfim, vivendo. Esse é o plano. Difícil é pratica-lo todos os dias. Por isso nos perdemos no caminhos, esquecemos quem somos, pra onde vamos, quais eram nossos objetivos. Sempre bom parar, olhar para nós mesmos e redescobrir novos caminhos, ou quem sabe retomar os mesmos. E assim segue, assim vamos seguindo.

    PS: o que é essa foto né? hahaha bem sua carinha ;D

  18. aro disse:

    o importante é saber que tem gente que gosta da gente…

  19. Belão disse:

    hahaha eu adoro essa foto.
    Então, os caminhos são estranhos dia sim, dia não. A questão é manter, sabendo que o ritmo das coisas é recompensatório.
    Obrigado, Andressa! gosto muito dos seus comentários.
    Bjos

  20. Belão disse:

    Aro! sim, sim! é verdade todo dia! =)
    obrigado por pasar por aqui sempre também.
    Beijos!

  21. Kelly Saraf disse:

    “Não existe história feita só de dias de sol.”

    Que perfeito professor! Parabéns!
    Aquele que desiste não é digno da vitória!

  22. Belão disse:

    Obrigado, Kelly, por passar por aqui e pelo carinho. Longe de ser perfeito, eu sigo com minhas palavras e com aquilo que acredito. Beijos

  23. Aurea disse:

    Oi Felipe!
    Muito bom seu texto…
    bjs

  24. Belão disse:

    Obrigado, Aurea.
    Fico muito feliz que você passou por aqui.
    Beijos

  25. Renata Silva disse:

    mais um texto que adorei!!!! beijo beijo

  26. Belão disse:

    Obrigado, Rê. beijo

  27. Não importa disse:

    Pra q pesar e pensar, ao inves de abraçar e deixar-se levar?
    Botar no papel, aliviar pelos dedos e digitar a ânsia e a ansiedade do medo do q não pode deixar escapar, não mata a sede de um beijo de saudade. Deixe-se ser e estar. De alguém, com alguém.

  28. Belão disse:

    Ah, Pessoa-Não-Importa, tudo que se faz é pensado. Essa vontade que a gente carrega de tentar ir além, também é. O próprio pensar em futuros e felicidades passa pelo pensamento. Deixo ser e estar na medida que posso, na minha medida, na medida de não prejudicar ou causar dano. As decisões mais difíceis que tive que tomar e que me trouxeram mais saudades e cicatrizes foram pensadas nesse sentido do caminho do bem para mim mesmo e alguém. Não espero compreensão quando escolho esta estrada, nem encontro mais felicidades que em outras.
    Obrigado pelo comentário.

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