Mais um filho: meu novo livro

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A literatura é uma estrada sem acostamento. Não há pausas para o escritor. Não existe retorno, apenas a contra-mão. Contra-mão das coisas, dos dias, da sequência lógica das horas. Do alto de seu ensimesmamento, o sujeito tece longos fios de frases e contas de palavras. Cada instante é uma linha em que ele enxerga uma beleza diferente, daquele tipo de contar pros outros.
Caminho menos viajado, meio que abandonado para viventes apaixonados pelo detalhe, pela beleza dos corpos, gosto dos beijos e segredo das paixões. Sim, o escritor carrega consigo a deliciosa dor de sempre amar.
Pária daqueles que partilham seus dias. Difícil em sua intensidade, construída por um deus-artista para que poucos soubessem apreciar. Porém, quando a palavra encontra seu destino, sua passageira paz toma forma de curva de mulher tocada pelo sol. O sol de sua alma que transpira sonhos e, desse jeitinho, constrói novos e admiráveis mundos. Ah! Quanto terror em sua alma, quanto tormento o carrega para seu ofício solitário em que a página em branco não lhe entrega nada. Nada. Nem mesmo uma letra a de mão beijada.
Aponte seus lápis, prepara sua poesia que ainda há milhões de milhas pela frente. Neblinas súbitas o impedem apenas de prever o futuro. Sangrar seu rio de lágrimas. Somar um à conta do fim inevitável. E nesse chão de terra batida e molhada, ele representa os que o esperam do outro lado do fim absoluto.
Escrever é tudo isso de sabores. É o contato com sua própria criança que se recusa a deixar de brincar com o papel. Uma eterna infância para suportar os dias de um mundo bem mais cinza que o colorido das artes. Um monólogo, no meu caso, com o menino que sempre serei.

Sobre Belão

Escritor, Professor e Publicitário. Não necessariamente nessa ordem. "Ele soava como um delírio de uma mente cansada da banalidade do segunda-à-sexta. Parecia daqueles que desfilam descuidados pelas ruas, sem se deixar afetar por nada ou ninguém. Com estilo próprio por excelência de consciência e com personalidade mais do que confusa pela falta de linearidade de todas suas idéias, pensamentos, ironias, citações e crises apocalípticas de descontentamento pelo mínimo que o existir exige."
Esse post foi publicado em arte, Literatura, livro do Belão, Monólogos de Menino, profissão, Tito Tassus. Bookmark o link permanente.

6 respostas para Mais um filho: meu novo livro

  1. Cath disse:

    Opa! Eu fui, são lindos textos.. em falar nisso, me roubaram o primeiro livro, acredita? kkk

  2. Belão disse:

    sério? como assim? me conta isso!

  3. Cath disse:

    Estava almoçando na casa lilás, conhece? Fui ao banheiro e quando voltei não estava mais em cima da mesa, o melhor é que levaram o livro e deixaram meu celular hahaha. Você tinha escrito meu nome errado na dedicatória mesmo… Beijos! =)

  4. Belão disse:

    hahahah sério?! compra outro que autografo certo =) com duas datas =)

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