Um mês de futebol

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Mania nacional, sensação dominical e arte na forma de esporte. Quem não curte que me perdoe, mas futebol é fundamental. O ritual de aprender a torcer com seu pai, de crescer vestindo camisas e de imaginar a narração ligeira do rádio rolando a bola em campo. Fora viver a experiência antropológica de assistir a um jogo no estádio. Tudo me encanta. Desde a cervejinha que tomo antes de entrar no estádio até a decepção de levar gol. A apoteose de gritar com a torcida, tirar sarro do seu adversário e comemorar um gol do craque camisa 10 (#AlexGenial). É mágico!

Há quem viva no humor das vitórias e derrotas de seu time (aí já acho exagero). Mas o fato é que: um bom domingo de futebol com sol, abraçando quem você ama não tem preço. Vale até xingar o juiz – principalmente contra o Corinthians que segundo um aluno meu não depende de jogador nenhum pra ganhar.

Na geral, vale até sair do chão e vaiar quem pisar na bola. Bom se na vida fosse assim. Imagina só se a pessoa não faz a parte dela no trabalho e você começa a gritar: “

– Uhhhh! Pede pra sair!”

ou

– uuOôô, uuOôô! DES – COM – PRO – MetidôôôÔ!

Ou então, do nada no sofá da sala do sogra, você canta pra quem gosta: “Putaquepariu, é a melhor namorada do Brasil!”

Eu acho bonitinho, mas a questão é que tem coisas que só dá pra fazer em campo mesmo.  Existem regras claras pra como, por exemplo, não enxergar nunca impedimento, ver pênalti onde não existiu e proferir palavrões como se fosse vírgula: “Ah piii não acredito piii como que ele me perde um gol desse piii me explica piii.” É terapêutico, vou confessar.

No entanto, nada mais triste que sua paixão ser abalada por uma sequência de tropeços. E vou dizer pra vocês que torcer pro Coxa no mês de setembro foi a coisa mais difícil que fiz o ano inteiro. Ainda assim, domingo que vem estou lá torcendo. Afinal de contas, nada mais lindo que um clássico com vitória (ou não). Se der, vou pro boteco comemorar. Se não der, só vou pra beber mesmo.

Sobre Belão

Escritor, Professor e Publicitário. Não necessariamente nessa ordem. "Ele soava como um delírio de uma mente cansada da banalidade do segunda-à-sexta. Parecia daqueles que desfilam descuidados pelas ruas, sem se deixar afetar por nada ou ninguém. Com estilo próprio por excelência de consciência e com personalidade mais do que confusa pela falta de linearidade de todas suas idéias, pensamentos, ironias, citações e crises apocalípticas de descontentamento pelo mínimo que o existir exige."
Esse post foi publicado em Coritiba, Curitiba, paixão, respeito, tudo brincadeira. Bookmark o link permanente.

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