Se 2014 me mandasse um snapchat

Esse negócio do mundo girar mais depressa por conta da tecnologia ou das mudanças na física quântica enlouquecem o povo, viu?! É um tal de natal chegar com muita gente não tendo terminado nem de comer o chocolate da páscoa. E a gente no meio disso tudo, perdidos nesse globo azul gigante em sua trajetória elíptica, trágica e cheia de esperança.

E, em mais um ano que vai se findando, eu me despeço de 2013 sem muita saudade, afinal de contas não sou de olhar pra trás. Foi um ano de mudanças pra toda gente. Só os desatentos não notam. Um ano que parece de transição para um 2014 de sabe-se lá o que. Apenas nós dois imaginamos. Quem sabe mais alguém faça ideia também.

Aliás, nessa de imaginar é que nos encontramos e nos perdemos. Desistimos e voltamos a tentar encontrar conchas pela areia da praia. O mar não tem fim, a praia acaba logo ali. É nessa hora que sentimos falta de viver e não apenas fazer o que tem que ser feito. É, nesse instante, que notamos as nuvens, os papos simples de contar como foi e o prazer de quem sabe um bom vinho guardado pro ano que vem.

Acho que, se 2014 me mandasse um snapchat, seria uma foto dessas bem abrangentes de um tudo de detalhes. Um relicário de sonhos, um incontável número de desejos intensos e de beijos flamejantes.

Até porque, se 2014 pudesse ser sumarizado em um único ponto delicado e singelo, seria na palavra amor que eu apostaria.

Porém sou apenas mais um. Juntos somos dois e toda pessoa é inteira na medida em que busca a resposta em si mesma e não no outro. Portanto, sempre com cuidado, tomemos mais fôlego e coragem. E façamos das cicatrizes do passado, as tatuagens do futuro. Que comecemos sozinhos, que possamos caminhar juntos e que o final permaneça distante.

De 2014 sei pouco. Meu snapchat só me mostra o agora. Porém sigo, piso, tropeço e levanto. “Por quê?” quase sempre me pergunto. Sou desses insistentes e curiosos delirantes que caminham pelo mundo que gira, gira e gira. Cada vez mais depressa. Cada vez mais trágico. Sempre com muita esperança. 2014 guarda o resto.

Sobre Belão

Escritor, Professor e Publicitário. Não necessariamente nessa ordem. "Ele soava como um delírio de uma mente cansada da banalidade do segunda-à-sexta. Parecia daqueles que desfilam descuidados pelas ruas, sem se deixar afetar por nada ou ninguém. Com estilo próprio por excelência de consciência e com personalidade mais do que confusa pela falta de linearidade de todas suas idéias, pensamentos, ironias, citações e crises apocalípticas de descontentamento pelo mínimo que o existir exige."
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4 respostas para Se 2014 me mandasse um snapchat

  1. Isa disse:

    Gira que o mundo é nosso! 😉

  2. Há algum tempo não venho aqui, mas deixo minha expectativa para 2014:
    Agrada-me que seja misterioso, mas repleto de esperanças.

    Que pessoas positivas, cristalinas e afetuosas somem às nossas vidas. Que as pessoas rasas, turvas e inescrupulosas sejam subtraídas, mas não no sentido cruel de “deixarem de existir”, e sim de que cresçam, evoluam e se tornem melhores.

    Que o ano seja de felicidade compartilhada e cheio de riqueza literária, é claro!

  3. Belão disse:

    muito grato, Nathalie =) desejo o mesmo para vc e sua família =) fiquei emocionado com suas palavras =)

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