Escritor que é escritor encara a morte com amor

Um dia irão dizer que escrevi por escrever.
Sem ao menos saber da paixão que o escritor precisa ter.
Um relicário sem horário de brilho no olhar e força no caminhar.
Uma espécie de guerreiro sem armadura que a única espada é a verdade nua e dura.
Um gari de emoções, um felino atento num telhado de paixões.
E, quando eu me for, não chorem por favor.
Brindem por mim com canção e festa sem fim.
Afinal, finalmente consolidarei, aquilo que sempre sonhei ser: uma alma e magia num universo de pura energia.
Tudo porque, quando ela me abraçar, volto ao grão de areia, uma peça de lego na caixa de madeira.

Sobre Belão

Escritor, Professor e Publicitário. Não necessariamente nessa ordem. "Ele soava como um delírio de uma mente cansada da banalidade do segunda-à-sexta. Parecia daqueles que desfilam descuidados pelas ruas, sem se deixar afetar por nada ou ninguém. Com estilo próprio por excelência de consciência e com personalidade mais do que confusa pela falta de linearidade de todas suas idéias, pensamentos, ironias, citações e crises apocalípticas de descontentamento pelo mínimo que o existir exige."
Esse post foi publicado em arte, intensidade, Literatura, ofício, paixão, Paz, Poesia, profissão, viver e marcado . Guardar link permanente.

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