O futuro precisa de artistas corajosos

O futuro precisa de artistas corajosos

 

Meu silêncio é como o ar parado. Não faz sentido, não existo, pois não me expresso ou exponho. Na escolha de nossa profissão e de nossos caminhos em vida, chegamos a uma encruzilhada da introspecção: é ensimesmar ou enviar as ideias para o mundo.

Diante da perspectiva do movimento, se expressar é para o artista a única forma de existir. O único caminho. Afinal, sem se apegar aos frutos – elogios ou críticas – é seu dever diante do estado do universo se inspirar, imaginar, idear e produzir, comunicando.

Como recipientes cheios e vazios ao mesmo tempo, entregamos o que somos para o mundo num sentido verdadeiro. Recebemos do mundo o que nos cabe: grande parte do que entregamos de volta e uma parte do que nem imaginávamos receber.

É gratificante, frustrante, excitante e perigoso ao mesmo tempo.

Portanto, ser artista é um estado de existir cujo potencial reside em todos nós diante do infinito de nossa capacidade criativa. O mundo do futuro é um mundo das ideias e da criatividade. É um mundo que precisará da alma do artista, de seu olhar doce, da força de sua intensidade, do tesão de ser profano, do transcender de ser divino e do estado de amor e paixão em todas as suas manifestações, sejam elas positivas ou negativas.

O artista não vê moral, não se apega a costumes dos outros, pois cria um mundo só seu. Ele é o que decide racionalizar e sentir num breve espaço de humanidade. É sinestésico, complexo e muitos ao mesmo tempo. O artista é, acima de tudo uma decisão.

Por isso, vale mais a pena buscar ser do que apenas criticar. Vale mais a pena buscar e se tornar do que esperar cair do céu para viver. E o caminho é simples: assuma ser quem você é. Como diria o Paul, vive e deixe viver, viva e deixe morrer. O universo precisa de pessoas que decidem e escolhem e falam e se expressam e se expõe de acordo com o que são. Tudo porque o futuro é construído por artistas corajosos.

 

 

Sobre Belão

Escritor, Professor e Publicitário. Não necessariamente nessa ordem. "Ele soava como um delírio de uma mente cansada da banalidade do segunda-à-sexta. Parecia daqueles que desfilam descuidados pelas ruas, sem se deixar afetar por nada ou ninguém. Com estilo próprio por excelência de consciência e com personalidade mais do que confusa pela falta de linearidade de todas suas idéias, pensamentos, ironias, citações e crises apocalípticas de descontentamento pelo mínimo que o existir exige."
Esse post foi publicado em Escola da Vida, esperança, intensidade, Liberdade, Paul McCartney. Bookmark o link permanente.

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